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Tirar habilitação requer alto custo Os dados inéditos da Secretaria Nacional de Trânsito, publicados por esta Tribuna na edição de ontem, revelam algo grave: 53,8% do total de proprietários desse tipo de veículo dirigem sem carteir

Foto: Romildo de Jesus O custo de uma habilitação da categoria A, para motocicletas, no Brasil, continua sendo o principal empecilho para que milhares de pessoas obtenham a carteira para utilizar o veículo, seja como meio de lazer, ou como meio de trabalho. E, segundo especialistas, isso explicaria o motivo que, dos 34,2 milhões de proprietários de motocicletas, motonetas e ciclomotores registrados no país, 17,5 milhões não possuem este tipo específico de habilitação. Ou seja, transitam pelas ruas sem autorização legal. Os dados inéditos da Secretaria Nacional de Trânsito, publicados por esta Tribuna na edição de ontem, revelam algo grave: 53,8% do total de proprietários desse tipo de veículo dirigem sem carteira, representando riscos para eles, para os passageiros e para o trânsito em geral. De acordo com o estudo do Senatran, essa grande quantidade de proprietários sem habilitação no Brasil para conduzir motocicletas, levanta questões sobre o acesso à CNH por parte da população. “Outros motivos levantados são o crescimento de negócios com veículos compartilhados, com o aluguel de motocicletas ou motonetas, por exemplo”, afirma o órgão. Um funcionário de uma autoescola que prefere não ser identificado disse que costumeiramente os trabalhadores se mostram afetados com os valores. “Geralmente quem quer tirar carteira de moto é para trabalhar. E realmente são pessoas que estão desempregadas. Acabam pedindo empréstimos”, revela. O mototáxi Alvaro Almeida conta que precisou pedir empréstimo e até hoje paga as parcelas. “Eu trabalho como motouber, mas meu retorno é muito baixo. Preciso ficar ligado o dia todo pra fazer corrida para conseguir 150 reais por dia Nas contas do final do mês, tudo fica apertado. Mas sem a habilitação eu poderia ser parado, ter minha moto apreendida e o prejuízo seria maior”, relata. Faixa etária - Apesar da dificuldade que o órgão baiano encontra em destrinchar a realidade, a Senatran aponta que a maior parte dos motociclistas no Brasil está entre 30 e 39 anos (11,6 milhões), com condutores de 40 a 49 logo atrás (10,2 milhões). Destes, 75% são homens. “O artigo 309 do CTB pune a condução de um veículo sem habilitação, com a possibilidade de detenção de seis meses a um ano ou multa, se o condutor gerar perigo de dano. O veículo é retido até que um condutor habilitado seja apresentado. O condutor habilitado que apresentar o veículo recebe cinco pontos na CNH”, afirma o Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA). Por Hieros Vasconcelos
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