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Como o petróleo fez a Guiana ser o país que mais cresceu no mundo em 2022 e 2023


Na rua de acesso ao shopping Amazonia Mall, em Georgetown, é necessário caminhar rente a um córrego sujo para desviar dos automóveis que trafegam sem parar nos dois sentidos. Não há calçada até a entrada do shopping, mas, uma vez que se chega lá, a rua dá lugar a uma alameda de restaurantes de marcas americanas próxima a um estacionamento lotado. O ambiente muda de repente.

Tem sido assim na capital da Guiana, em especial nos últimos dois anos. Desde que as reservas de petróleo descobertas em 2015 na disputada região do Essequibo começaram a ser exploradas, o país vive uma transformação cada vez mais rápida. O PIB cresceu 63% em 2022, o maior crescimento do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e a expectativa é que este ano a taxa supere 35%. Sem o petróleo, seria inferior a 8%.

Em um país de 780 mil habitantes, inferior a população do município de São José dos Campos (SP), e que até pouco tempo atrás figurava entre os mais pobres da América do Sul, o choque é inevitável. Quando descobriram o petróleo, a Guiana não possuía estradas duplicadas nem mesmo em Georgetown. Os portos não estavam preparados. A economia do país se baseava na agricultura, na pesca artesanal e no garimpo.

O petróleo atraiu investimentos do exterior de imediato. Somente a ExxonMobil, gigante americana que descobriu os poços, investiu mais de US$ 100 bilhões nos últimos oito anos. A Chevron, outra gigante do setor, anunciou um investimento de US$ 53 bilhões este ano.

Fonte: Agência estado

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