ALBA teve ao menos 21 presidentes do mesmo partido do governador ao longo da história
Ao longo da história, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) teve ao menos 21 presidentes do mesmo partido do governador. O levantamento foi feito pelo BNews a partir do cruzamento de dados e foram levados em consideração apenas os presidentes listados no site da ALBA depois de 1947.
Esse foi o ano em que o parlamento baiano voltou a funcionar após mais de 15 anos do fechamento dos legislativos estaduais. Também marca o momento da elaboração da terceira constituição estadual, que concedeu mais poderes ao legislativo, inclusive o de exonerar secretários estaduais.
A duração prevista para as sessões ordinárias passou a ser de oito meses anuais e o número de deputados a compor a legislatura passou a ser de 60 parlamentares. A partir da eleição 1947, a contagem das legislaturas foi reiniciada, sendo esta considerada a primeira.
A partir daquele ano, foi possível observar uma sequência de nomes de presidentes da Casa que integravam o partido do governador em exercício. Prática que não foi mais registrada a partir de 2007, ano em que o Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou a sua hegemonia no Governo do Estado.
Durante os mandatos dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa, os chefes da ALBA faziam parte de siglas diferentes daquelas que os gestores estaduais integravam, assim como é atualmente com governador Jerônimo Rodrigues. Marcelo Nilo, do PDT, presidiu a Casa de 2011 a 2017; Angelo Coronel, do PSD, de 2017 a 2019; Nelson Leal, do PP, de 2019 a 2021; e Adolfo Menezes, do PSD, segue em exercício desde 2021.
O atual presidente tem dito a aliados que não pretende concorrer à reeleição para um eventual terceiro mandato. A informação foi confirmada ao BNews pelo líder de Governo, Rosemberg Pinto (PT).
